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Todo artista que trabalha com produção musical sabe que existem inúmeros loops e timbres frequentemente usados pela grande maioria dos produtores musicais. A rigor, não há problema algum nisso, absolutamente, já que para ter acesso a um acervo enorme de samples e softwares é necessário um investimento alto. No entanto é a forma criativa no qual esses sons ­– repetidamente usados – são trabalhados que faz uma produção artística ser abrangente e rica.

Eventualmente, quando falamos a respeito do uso criativo e propriamente do sound design, de forma imediata nos vem à mente se existiria algum plug-in milagroso, que transforme esses sons comuns em algo completamente novo e sofisticado. No entanto, tal software não existe. Existem, sim, bons plugins que auxiliam na criação e edição de um desenho de som, se usados de forma eficaz. Para além disso, é importante ressaltar que dentro das plataformas de Digital Audio Workstation (DAW) existem inúmeros recursos para se trabalhar de forma satisfatória e alcançar resultados diferentes com os mesmos sons. Será justamente alguns destes recursos que irei mostrar neste meu primeiro artigo para o blog.

Conhecer esses artifícios dentro dos DAWs é substancial, pois eles são o ambiente de trabalho de todos os produtores, que com o tempo familiarizam-se a uma determinada plataforma, dentre as muitas que existem. Também, como já exposto acima, principalmente para aqueles que estão no início de suas produções, é difícil adquirir plugins pelo alto valor e saber onde procurá-los. Para os usuários do Ableton Live, encontram-se alguns métodos para extrair de um determinado áudio um resultado satisfatório, quando estamos falando em sound design. Sendo o assunto edição e manipulação de áudio, o Live traz meios muito interessantes para se ter um workflow espontâneo e facilitado. No próprio site da plataforma encontramos:

“Uma das coisas que tornam a criação com o Live tão fluida é a capacidade de alterar o andamento e o tempo de qualquer áudio, em tempo real, sem interromper a música. Chamamos isso de distorção. Use warping para mixar e combinar loops de uma variedade de tempos, corrigir erros de tempo em performances gravadas ou remodelar radicalmente qualquer áudio em novas direções de design de som.

Feita esta breve introdução, posso agora afirmar que o objetivo deste texto será expor como podemos transformar um sample em um som interessante e singular. Usando as ferramentas de Warp Mode dentro do clip box no Ableton Live, vamos transformar um simples loop em uma bateria dinâmica, em uma atmosfera e um effect (mais conhecido como fx).

CLIP BOX E WARP MODE: BEATS, TONES, TEXTURE, RE-PITCH & COMPLEX

Quando se está trabalhando com um áudio dentro do Ableton Live, uma das primeiras coisas que observamos é chamado Clip View. Em seu manual, a Ableton descreve o Clip View onde “[...] as propriedades podem ser definidas e ajustadas.” Além disso, definindo de forma elementar, o clip é onde “[...] contém configurações básicas de clipe.” E mais à frente, ainda em seu manual, encontramos a definição abrangente sobre o clip de áudio da seguinte forma:

“Os clipes de áudio têm estes controles adicionais de visualização de clipes:
O Sample Display alterna com o Envelope Editor no lado direito da Clip View e controla os recursos de amostragem do Live e as configurações de reprodução de clipe.
A caixa Amostra contém configurações relativas a como o clipe reproduz sua amostra e a exibe na Tela de Amostra.”
 
Visão do Clip Box de áudio no Ableton Live 10
VISÃO DO CLIP BOX DE ÁUDIO NO ABLETON LIVE
Irei me ater especificamente à coluna do Warp (ver figura abaixo), onde encontramos as funções respectivas do nosso objeto. Muito se fala entre os usuários do Live sobre como trabalhar com o controle de Warp no clip box de um sample. Comecemos então pela definição mais básica: o Warp Control tem como função central sincronizar o clip de acordo com o tempo respectivo da música. Deve permanecer desligado apenas em samples que não possuem uma estrutura rítmica programada. Por isso, “Quando o botão Warp está desligado, o Live reproduz a amostra em seu tempo original, "normal", independentemente do tempo atual do Live Set.” E deve ser ligado quando trabalhamos com estruturas rítmicas sequenciadas. Desta forma, para ter eficiência o propósito desse artigo, a função Warp Control deve permanecer ligada, pois trabalharemos com um sample que possui um sequenciamento rítmico e deve estar de acordo com o tempo escolhido previamente da música.
Coluna do Warp Control e Warp Mode dentro do Clip Box

Feita as definições a respeito do Clip box e Warp Control, podemos agora passar a ter um foco especial ao Warp Mode. No manual do Ableton encontramos a seguinte definição a respeito:

“Os Warp Modes são variedades diferentes de técnicas de ressíntese granular. A ressíntese granular alcança compressão e expansão de tempo repetindo e pulando partes da amostra (os “grãos”). Os Warp Modes diferem na seleção dos grãos, bem como nos detalhes de sobreposição e desvanecimento cruzado entre os grãos.”

Em outras palavras, através do Warp Mode conseguimos resultados que se acercam ao método de síntese granular em diversos modos, como em sua forma percussiva ou puramente atmosférica. De forma breve, a síntese granular é uma técnica de desenho de som no qual a totalidade do áudio é formado por inúmeras amostras, chamadas de grãos, que possuem tempos variados de milissegundos cada um. Esta imensa gama de pequenas amostras sonoras sequenciadas forma então o que chamamos de textura sonora granular. O afastamento e o retraimento – como na granulação – destas pequenas partículas sonoras é a função no qual o Warp Mode trabalha dentro de um determinado áudio.
No Warp Mode, encontramos seis modos diferentes. São eles: Beats, Tones, Texture, RePitch, Complex e Complex Pro. A seguir, a definição de cada um destes modos, segundo o manual do Ableton nas páginas 166 a 168 na seção 9.3, chamada “Ajuste para uma boa qualidade de alongamento”. Vejamos:

- BEATS MODE
“O modo Beats funciona melhor para materiais em que o ritmo é dominante (por exemplo, loops de bateria, bem como a maioria das peças de música eletrônica). O processo de granulação é otimizado para preservar os transientes no material de áudio.”

 - TONES MODE
“O modo Tones serve bem para alongar o material com uma estrutura de afinação mais ou menos clara, como vocais, instrumentos monofônicos e linhas de baixo.”

 - TEXTURE MODE
“O modo de Textura funciona bem para texturas de som com um contorno de pitch ambíguo (por exemplo, música orquestral polifônica, ruído, pads atmosféricos, etc.). Ele também oferece um grande potencial para manipular todos os tipos de sons de forma criativa.”

- RE-PITCH MODE
“No modo Re-Pitch, o Live não estica o tempo nem compacta a música; em vez disso, ele ajusta a taxa de reprodução para criar a quantidade desejada de alongamento. Em outras palavras, para acelerar a reprodução por um fator de 2, ela é transposta uma oitava acima. Isso é como o "método de alongamento de DJ" de usar toca-discos em velocidade variável para sincronizar dois discos, ou o que acontece com os samples em samplers tradicionais quando eles são transpostos.”

- COMPLEX MODE
“O modo complexo é um método de distorção projetado especificamente para acomodar sinais compostos que combinam as características cobertas por outros modos de distorção; funciona bem para distorcer músicas inteiras, que geralmente contêm batidas, tons e texturas.”

- COMPLEX PRO MODE
“O modo Complex Pro usa uma variação do algoritmo encontrado no modo Complex e pode oferecer resultados ainda melhores (embora com um aumento no uso da CPU). Como o modo Complex, o Complex Pro funciona especialmente bem com texturas polifônicas ou músicas inteiras.”

 

Warp Modes no Ableton Live 10

Ou seja, o Beats Mode é um modo de Warp que se atém basicamente a samples que possuem uma estrutura rítmica programada, como por exemplo: loops de bateria, hi hats, bongos. Mas se os Warp Modes são “diferentes variedades de técnicas de ressíntese granular”, e por fundamento esse método de síntese possui amostras sonoras se expandindo ou se reprimindo, “repetir e pular partes da amostra”  formando um soundscape, poderíamos nos perguntar: como ficam os padrões rítmicos?

Dentro deste modo, mesmo aplicada a granulação de separação, encolhimento e transposição dos (entre) grãos sonoros, existe a função da conservação dos elementos rítmicos do sample, na função Preserve. “Preserve o controle para preservar as divisões na amostra como limites ao deformar.” Esta função, dentro do Beats Mode é dividida da seguinte maneira: 1 Bar, 1/2, 1/4, 1/8, 1/16, 1/32 e Transients. Dada a construção até aqui, é evidente que a função Preserve em tempos específicos (1 Bar até 1/32) conservará a estrutura rítmica dos samples nestes determinados tempos, quando aplicado o método de granulação. Já na função Transient, o sample irá ser conservado: “[...] as posições dos transientes analisados (ou criados pelo usuário) para determinar o comportamento de distorção.” A título de conhecimento, os transients aparecem no imediato momento em que o áudio é importado ao Ableton com o Warp Control ligado, sendo calculados automaticamente no DAW.

 

Transients criados ou analisados automaticamente dentro do Clip Box no Ableton Live 10

 

Dito isto, ainda na função Beats Mode, encontramos duas opções logo abaixo do Preserve Control: Transient Loop e Transient Envelope. O Transient Loop nas palavras do Manual do Ableton Live “define as propriedades de loop para os transientes do clipe.” Isto é, o Transient Loop é o parâmetro que ajusta o modo como será o comportamento do áudio de um transient a outro dentro do clip. Observemos as três funções de comportamento:

O chamado Loop Off representado por uma única seta em uma direção, indica que cada transient será tocado até o fim e não haverá repetição. E “Qualquer tempo restante entre o final de um segmento e o próximo transiente ficará em silêncio." 

 

O Loop Forward também reproduz até o final de um transient a outro. No entanto, ativado este modo, após ter tocado até o fim, e caso não tenha chegado o próximo transient, o áudio retorna a um determinado ponto e se repete.

 

E por fim o chamado Loop Back and Forth é um padrão no qual o áudio toca até seu fim, e então, retorna fazendo um efeito reverse. Quando completado o efeito reverse, retoma novamente o sentido normal e assim sucessivamente até o próximo transient.

 

A título de conhecimento, novamente, duas coisas precisam ficar claras. A primeira é que para o funcionamento do Warp Mode, como mostram os exemplos, é necessária uma manipulação do tempo do sample, multiplicando sua velocidade ou mudando seu transpose. Segundo, esses padrões que estamos discorrendo, Loop Off, Forward e Back and Forth, se repetem em um tempo absolutamente curto entre um transient e outro, o que equivale e milissegundos muitas vezes.

         Por fim, mas não menos relevante, está o chamado Transient Envelope. De forma vulgar, o Transient Envelope funciona como um Decay de cada transient dentro do áudio. Ou, nas palavras do manual: “O controle deslizante Transient Envelope aplica um fade de volume a cada segmento de áudio. Em 100, não há fade. Em 0, cada segmento decai muito rapidamente.

Parametros do Beats Mode no Ableton Live 10 

O Tones Mode como já definido acima, executa a função da granulação do áudio em sons no qual a tonalidade não fica bem definida. Por exemplo, se trabalharmos com os chamados up sweeps ou down sweeps que possuem uma afinação no qual o pitch varia. No único parâmetro que aparece ao selecionar o modo Tones, o Grain Size “fornece controle aproximado sobre o tamanho médio de grão usado. ” Isto é, a partir do controle do Grain Size esse parâmetro controla a distância média da granulação entre as amostras. Veja abaixo o exemplo de um sample com o Grain Size em 100%.

O Texture Mode possui semelhanças com o Tones, exatamente porque age na granulação do áudio com o controle do Grain Size. No entanto, como vimos na definição acima, o Texture Mode é indicado a samples atmosféricos e polifônicos. A grande diferença que separa, na verdade, o Tones do Texture é no que diz respeito à granulação relativa ao sinal. Isto quer dizer, o tamanho da granulação no Tones “é determinado de uma maneira dependente do sinal.” Enquanto que no Texture, “esta é uma configuração que o Live usará inalterada, sem considerar as características do sinal.” Na figura abaixo, representa-se graficamente a diferença e a importância na dependência do sinal. Enquanto que no Tones o áudio apresenta uma queda no início da granulação devido ao seu sinal, diretamente ligado à forma do sample (ouvir áudio anterior), o Texture apresenta quase que uma linearidade, sem estar diretamente sendo regido pelo sinal em si.

 

O efeito da granulação considerando o sinal do sample no Tones e Texture Mode.

 

Além disso, outro parâmetro importante dentro do Texture Mode está relacionado ao Flux. Basicamente o parâmetro diz respeito à aleatoriedade do processo de granulação. Quanto mais expandido, mais o seu processo de granulação será aleatório, fluído. O mesmo vale para o seu oposto.

 

SAMPLE FLUX 100% 

 

SAMPLE FLUX 0% 

 

O Re-Pitch Mode, como foi descrito pelo manual, não possui o efeito de retraimento e expansão da granulação do áudio. Está diretamente focado na questão de adaptação da velocidade da música desejada. Como foi explanado também, esta função é basicamente usada pelos DJs que fazem suas apresentações no Ableton Live, quando precisam variar os BPMs. O Re-Pitch Mode é recomendado para tal ofício, pois é eficiente na compressão necessária com relação a variação no tempo da música. Além disso, as funções de transpose e relacionados a mudança da tonalidade do áudio ficam automaticamente desativadas. Abaixo temos um exemplo de o mesmo sample que estamos utilizando com uma variação brusca de BPM. E a forma com que o Re-Pitch Mode tenta preservar as características do sample.

 

E por último, os modos Complex e Complex Pro, embora o nome já fale por si, são um modo de Warp que está recomendado a músicas inteiras e áudios mais complexos. O Modo Complex visa abranger aqueles áudios que possuem um gama maior de tonalidades, ritmos e texturas. Fazendo o método de time stretching, pode-se observar que o modo Complex e Complex Pro mantém as tonalidades do áudio o mais fiel possível, acomodados diretamente com o sinal do áudio. A diferença crucial entre o Complex e Pro está diretamente ligado à sua variação algorítmica, no qual o Pro é uma tentativa de obter um maior desempenho ao áudio que está sendo trabalhado. Para isso, no modo Complex Pro encontramos duas funções a mais:

“O controle deslizante Formants ajusta até que ponto os formantes da amostra são compensados durante a transposição. Em 100%, os formantes originais serão preservados, o que permite grandes mudanças na transposição, mantendo a qualidade tonal original da amostra. Observe que este controle deslizante não tem efeito se a amostra for reproduzida sem transposição. O controle deslizante Envelope também influencia as características espectrais do material. A configuração padrão de 128 deve funcionar bem para a maioria dos áudios. Para amostras de alta frequência, você pode ter melhores resultados com valores de envelope mais baixos. Da mesma forma, o material de baixa frequência pode soar melhor com valores mais altos.”

 

Abaixo um exemplo do Warp Mode Complex sob o áudio, e o seus efeitos de granulação:

 

Feita essas apresentações a respeito dos Warp Modes, passamos agora para a última parte deste artigo, que é usar de forma criativa estes modos para se extrair sons diferentes e criativos de áudios simples.

CONSTRUINDO O SOUND DESIGN NO WARP MODE

Se observarmos com atenção o manual do Ableton Live, na página 166 é alertado a seguinte afirmação: “Também é divertido "usar mal" esses controles para obter artefatos interessantes em vez de alongamento preciso.” Por opinião pessoal, acredito que seja realmente esta a função mais interessante do Warp Mode, usá-lo de forma “incorreta” para atingir objetivos realmente surpreendentes. Sempre procuro utilizar esses recursos da forma mais criativa possível, explorando cada parâmetro para ter, no final, uma experimentação que possa inspirar alguma ideia nova. Através do Warp Mode é possível fugir dos timbres padrões, mesmo usando estes, ironicamente. Escutemos novamente o loop original:

 

Agora, uma variação deste usando o Beats Mode de forma criativa:

 

Neste segundo exemplo, audivelmente, parece ser um loop completamente diferente do inicial. No entanto, o que utilizei aqui foram apenas os recursos do Beats Mode, junto com Reverb e Auto Pan, de uma forma um pouco mais criativa. Dentro deste “novo” loop há duas variações no Transient Envelope e uma expansão do áudio em determinado momento, fazendo com que o ritmo mude. Vejamos as imagens abaixo.

LOOP MODIFICADO

 

SAMPLE COM VARIAÇÃO NO TRANSPOSE E NO TRANSIENT ENVELOPE

 

 

SAMPLE COM VARIAÇÃO NO TEMPO, TRANSPOSE E NO TRANSIENT ENVELOPE

Neste segundo exemplo (ver áudio e vídeo abaixo), a variação do próprio loop dentro das possibilidades de trabalho dentro do warp mode faz com que este se diferencie do áudio original e do editado anteriormente. Desta vez, combinei dentro do próprio loop dois tipos de warp mode: beats e texture. Além disso, fiz uma variação entre Loop Off, Forward e Back and Forth, uma variação de diferentes tipos de transients envelopes com diferentes transposes em cada clip recortado. Foi puramente edição e manipulação do áudio sem qualquer plug-in externo ao Ableton Live.

 

Agora, neste terceiro exemplo, usando o texture mode fiz do mesmo loop de bateria uma atmosfera, que poderia ser muito bem usada para ambientação de uma música. O processo foi muito simples. Escolhi a parte mais “forte” do sample (ver imagem abaixo) e assim iniciei o processamento. Ampliei o tempo deste pequeno pedaço do loop em duas vezes, em Texture. E então, consolidei (ctrl + j no Windows ou cmd + j no Mac) o sample processado em duas vezes. Novamente em Texture, dupliquei o seu tempo, totalizando agora um total de quatro vezes maior do que o original (ver imagem abaixo). Com um Grain Size de sessenta e cinco e um Flux no zero, sem aleatoriedade, coloquei um reverb nativo do Ableton e um Echo Delay em velocidade curta. Observemos o resultado:

 PARTE MAIS FORTE DENTRO DO LOOP DE BATERIA

MESMO SAMPLE COM TEMPO EXPANDIDO EM 4x

 

Por fim, neste último exemplo mostro como, no modo Complex, conseguimos atingir timbres completamente diferentes a partir de um mesmo loop. Primeiramente, com o mesmo recorte do timbre mais “forte”, expandi duas vezes o seu tempo e coloquei um reverb com um decay size alto. Temos aí, então, um primeiro effect, o chamado impact a partir do loop inicial. Posteriormente, dupliquei o loop e coloquei ele em modo reverse com o tempo expandido em uma vez, e com um transpose um pouco abaixo do original. Está feito o segundo effect, um uplifter mais dinâmico e rápido. E por fim, do mesmo sample expandido, no qual utilizei para o impact, fiz variações em seu transpose e recortei ele no modo em que se formasse a estrutura da famosa “pergunta e resposta” de synths. Encontrando assim uma característica clássica na produção musical de todos os gêneros do psytrance. Veja o vídeo abaixo, e logo em seguida o sample do resultado final.

 

Neste artigo procurei mostrar um pouco sobre esse recurso tão simples e inovador que o Ableton Live possui e, também, tentar ajudar os produtores que possuem acervos limitados de samples e plug-ins a usar criativamente os recursos nativos dentro de suas plataformas. O Warp Mode embora seja pequeno dentro da coluna Warp, pode trazer um universo gigantesco quando falamos da manipulação e edição de áudio. Por isso faça como a recomendação do manual do Ableton: use ele de forma errada para atingir resultados certos e construir uma identidade sonora para além das que existem. Explore sem receio este recurso se esta procurando um sound design com um processamento simples e rápido.

Até a próxima! 😉

Autor: Lucas Bonatto Diaz | Klipsun
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